A partir de janeiro de 2026, pessoas diagnosticadas com fibromialgia terão seus direitos ampliados em todo o território nacional. 

Isso porque foi sancionada a lei que reconhece a síndrome como uma forma de deficiência, garantindo o acesso a benefícios historicamente assegurados às pessoas com deficiência, como cotas em concursos públicos, isenção de impostos e acesso a benefícios previdenciários.

O que muda com a nova lei

Com a nova legislação (Lei n° 15.176/2025), pacientes com fibromialgia poderão ter direito a:

  • Cotas em concursos públicos e processos seletivos;
  • Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados;
  • Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença;
  • Pensão por morte e Benefício de Prestação Continuada (BPC), no caso de pessoas em situação de vulnerabilidade social

Para acessar esses direitos, será necessária uma avaliação multiprofissional, que leve em conta não apenas o diagnóstico médico, mas também os impactos funcionais da doença no dia a dia da pessoa.

O que é a Fibromialgia? 

fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas no corpo, acompanhadas frequentemente de sintomas como:

  • Fadiga intensa
  • Dificuldade para dormir
  • Ansiedade e depressão
  • Sensibilidade ao toque e à luz
  • Dificuldades cognitivas

Embora não seja uma doença emocional, os sintomas acabam comprometendo a saúde mental e a qualidade de vida de forma significativa.

O impacto da lei na vida de milhares de pessoas

A nova lei n° 15.176/2025, representa um avanço para pacientes que, até então, enfrentavam barreiras tanto no sistema de saúde quanto na sociedade. 

reconhecimento legal da fibromialgia como deficiência garante mais do que benefícios: traz respaldo jurídico para situações que, até então, eram tratadas com descaso. Nesse cenário, o papel do advogado é essencial.

Cabe ao advogado orientar sobre os direitos assegurados, reunir a documentação necessária, incluindo laudos que comprovem as limitações funcional, e formular requerimentos administrativos ou ações judiciais bem fundamentadas.

A atuação técnica e sensível do advogado pode ser determinante para garantir o acesso do cliente aos benefícios previstos na nova norma, especialmente diante de possíveis negativas do INSS ou falta de regulamentação clara no início da vigência.

Pessoa com fibromialgia trabalhando

Avaliação funcional será o ponto de partida

Não basta apenas o diagnóstico clínico: para que a pessoa com fibromialgia seja reconhecida legalmente como pessoa com deficiência, será preciso apresentar um laudo que comprove as limitações funcionais causadas pela síndrome. 

A avaliação envolverá profissionais de diferentes áreas da saúde, considerando aspectos físicos, mentais e sociais.

A importância do reconhecimento legal

O senador Fabiano Contarato, relator do projeto de lei, destacou que a nova norma busca corrigir uma injustiça histórica com milhões de brasileiros que convivem com dores crônicas e, muitas vezes, são desacreditados socialmente.

Para os advogados, médicos e demais envolvidos na aplicação dessa nova lei, será fundamental acompanhar a regulamentação e os critérios técnicos que orientarão os pedidos de benefícios.

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